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Arquitetos transformam casa de 404 m² no Guarujá em refúgio caiçara com foco sustentável

Guarujá (SP) – Uma residência de 404 m², construída à beira da Praia de Taguaíba, passou por ampla reforma para se tornar um lar de atmosfera caiçara, com baixo impacto ambiental e uso intensivo de materiais naturais.

O projeto foi conduzido pela arquiteta Veronica Molina, do Memola Estúdio de Arquitetura, em parceria com o então sócio Vitor Penha. A intervenção começou em 2019, a pedido de um empresário do setor de sustentabilidade, e foi finalizada durante a pandemia de covid-19.

Como era e o que mudou

Originalmente com laje plana de concreto e aspecto urbano, a casa ganhou telhado cerâmico de duas águas, estruturado em toras de eucalipto de reflorestamento, acompanhado de manta termoacústica. A solução elevou o pé-direito, melhorando o conforto térmico ao permitir que o ar quente suba.

Para ampliar áreas sociais sem ultrapassar as restrições do condomínio, a antiga varanda foi incorporada ao interior e um pergolado com churrasqueira foi adicionado no térreo. No pavimento superior, os quartos foram expandidos.

Materiais e estratégias sustentáveis

Concreto foi removido sempre que possível e substituído por pedra natural, madeira de demolição e portas de correr em cumaru. A cobertura aberta do pergolado recebeu trama de biribinhas; o espaçamento das taquaras foi definido após testes de sombreamento.

A ventilação cruzada foi reforçada com novas aberturas, incluindo zenitais nos banheiros, que permitem ver o céu durante o banho. Toda a iluminação usa poucas peças, de baixo consumo, ligadas por canaletas aparentes pintadas na cor das paredes para evitar demolições extras e o uso de plásticos.

Área externa em destaque

Na fase final, a paisagismo recebeu placas de pedra moledo – refugo de granito – e vegetação nativa assinada pelo paisagista Rodrigo Oliveira. O mesmo granito reveste a piscina, resultando em lâmina d’água de tom semelhante ao mar.

Molina resume o conceito: a casa deveria convidar à permanência, sem excessos, valorizando “a verdade dos materiais” e equilibrando tecnologia essencial com acabamentos rústicos.

Com informações de Casa Vogue

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