A startup norte-americana Cean, lançada em junho, colocou no mercado uma coleção de peças de compressão que, segundo a empresa, estimulam o sistema linfático e reproduzem o efeito da drenagem linfática enquanto o usuário realiza atividades cotidianas.
O portfólio inclui leggings, tops, macacões, calcinhas, sutiãs, bodies, bermudas e até uma faixa para o rosto, com preços que variam de US$ 28 (aproximadamente R$ 152) a US$ 198 (cerca de R$ 1.077). Os itens são confeccionados com fibras de MicroModal, derivadas da madeira de faia, disponíveis em seis cores e descritos pela marca como discretos e minimalistas.
Como funciona
A fundadora Lauren Dovey define o conceito como “wearable wellness” (bem-estar para vestir). De acordo com ela, as peças combinam compressão graduada de grau médico com zonas de micromassagem inseridas na trama do tecido. A compressão atuaria como uma “bomba” que empurra líquidos das extremidades para os linfonodos, enquanto os pontos de micromassagem complementam esse estímulo sem limitar os movimentos.
Antecedentes da criadora
Antes da Cean, Dovey fundou a Heat Healer, conhecida pela manta de sauna por infravermelho. Em 2024, a Heat Healer lançou um macacão com ativação linfática e leggings funcionais; segundo a empreendedora, a linha alcançou faturamento milionário em menos de um ano, impulsionando o investimento em novas peças terapêuticas.
Movimento no mercado brasileiro
No Brasil, o Ateliê Beauty, rede de spas de Campinas e São Paulo, firmou parceria com a fabricante de cintas modeladoras Macom para criar uma legging de R$ 260 com cristais bioativos. O tecido promete transformar o calor corporal em ondas de infravermelho longo, favorecendo a circulação, reduzindo a retenção de líquidos e, com uso contínuo, melhorando a textura da pele. “A tecnologia têxtil tem se mostrado uma grande aliada no autocuidado”, afirma Isa Santini, CEO e cofundadora do Ateliê Beauty.

Imagem: Divulgação via vogue.globo.com
O que diz a ciência
A terapia por compressão já é reconhecida pela medicina para melhorar a circulação e diminuir edemas em situações como pós-operatórios ou tratamento de linfedema. Entretanto, especialistas apontam que faltam estudos de longo prazo que comprovem benefícios estéticos ou de uso cotidiano das roupas com a mesma finalidade.
Até o momento, as empresas apostam na popularização de tecnologias têxteis para levar práticas de bem-estar além das salas de tratamento, enquanto a eficácia clínica segue em análise.
Com informações de Vogue Brasil