A celebração do Natal reuniu, ao longo dos séculos, objetos e rituais que atravessaram diferentes povos até se consolidarem na festa cristã. Da árvore enfeitada às velas do Advento, cada símbolo mantém histórias específicas e significados que extrapolam a decoração.
Árvore de Natal
A prática de utilizar um pinheiro para celebrar o fim do ano nasceu em comunidades escandinavas, que viam na planta perene a vitória da vida durante o solstício de inverno. Por volta do século VIII, São Bonifácio substituiu o carvalho, associado a cultos pagãos, pelo pinheiro, dando ao costume uma leitura cristã de vida eterna. No século XVI, Martinho Lutero adicionou pequenos pontos de luz – antecessores dos atuais enfeites luminosos – reforçando o caráter religioso. Com o tempo, a tradição atravessou continentes e tornou-se presença obrigatória em residências e espaços públicos.
Estrela de Belém
Segundo a narrativa bíblica, uma estrela guiou os Reis Magos até o local onde Jesus nasceu. Por esse motivo, o astro colocado no topo da árvore ou em presépios simboliza orientação espiritual, esperança e a promessa de um recomeço. A estampa de luz representa ainda a união entre o divino, o humano e o universo.
Bolas de Natal
Antes das esferas coloridas, frutas decoravam os galhos do pinheiro. A substituição ocorreu gradualmente: primeiro vieram as bolas de vidro sopradas, mais tarde as peças de plástico criadas em série. Hoje, o objeto é encontrado em diferentes tamanhos, cores e materiais, mas preserva a ideia original de fartura e alegria.
Presépio
A cena do nascimento de Jesus em um estábulo de Belém tornou-se um dos ícones centrais da data. Seja em tamanho natural ou em miniaturas, o presépio reproduz Maria, José, o Menino Jesus e animais, lembrando o ambiente humilde descrito nos Evangelhos. Igrejas, praças, shoppings e casas particulares montam o conjunto para remeter ao aspecto religioso da festa.
Imagem: Getty s
Coroa do Advento
Formada, em geral, por ramos de pinheiro entrelaçados, a Coroa do Advento marca as quatro semanas que antecedem o Natal. Em cada domingo, acende-se uma das quatro velas posicionadas em torno da guirlanda, prática que simboliza a preparação da comunidade cristã para o nascimento de Cristo. O círculo fechado representa a vida que não tem fim, enquanto as chamas remetem à esperança e à prosperidade.
Esses elementos, reunidos em diferentes combinações ao redor do mundo, evidenciam como a festa de 25 de dezembro mescla tradições antigas, referências bíblicas e adaptações culturais para celebrar o nascimento de Jesus e o ciclo de renovação associado ao fim do ano.
Com informações de Casa Vogue
