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Gaudí, 100 anos depois: 10 obras que marcaram a trajetória do arquiteto catalão

A morte de Antoni Gaudí completa um século em 2026. Para lembrar a relevância do arquiteto que transformou a paisagem de Barcelona e influenciou o modernismo catalão, listamos dez projetos que sintetizam sua linguagem orgânica, o emprego inovador de azulejos e cerâmicas e a busca por soluções estruturais ousadas.

Casa Vicens, Barcelona — 1885

Primeira obra de grande porte de Gaudí, o imóvel exibe ornamentos de referências persas e bizantinas sobre técnica tradicional catalã, com predominância de linhas retas, tijolos aparentes e azulejos.

El Capricho (Villa Quijano), Comillas — 1885

Encomendado por Máximo Díaz de Quijano, o casarão mistura estilos mourisco e mudéjar a pedra, tijolo, azulejos e ferro forjado, resultando em um edifício barroco classificado como bem de interesse cultural.

Palácio Güell, Barcelona — 1890

Projetado para o industrial Eusebi Güell em um terreno de 500 m², o palácio combina fachada sóbria e interior luxuoso. Claraboias e aberturas espalham luz pelos andares, e o salão principal, de pé-direito elevado, recebe lanternas que recriam um céu estrelado.

Casa Calvet, Barcelona — 1900

Integrada a uma fileira de construções já existentes, a edificação é considerada a mais convencional do arquiteto. Varandas em formato de trevo e um interior elaborado mantêm, contudo, a marca da combinação de estilos característica de Gaudí.

Colégio Santa Teresa, Barcelona — 1889

Com orçamento restrito e aparência austera exigida pela ordem religiosa, Gaudí recorreu ao tijolo, então barato, para criar formas geométricas na fachada e em colunas internas, transformando o grande bloco retangular em um “castelo” monocromático.

Casa Batlló, Barcelona — 1906

No número 43 do Passeig de Gràcia, Gaudí reformou uma residência existente para o industrial Josep Batlló. O uso de trencadís — mosaico feito de fragmentos de cerâmica — virou assinatura do arquiteto e fez do edifício um ícone da avenida.

Parque Güell, Barcelona — 1914

Inspirado nos parques ingleses, o conjunto emprega curvas que acompanham o relevo natural. A salamandra-fontes no acesso principal é ponto de referência, enquanto o trencadís reforça a identidade visual do projeto.

Casa Botines (Casa Fernández y Andrés), León — 1894

Um dos raros trabalhos fora da Catalunha, o prédio reúne funções residencial e comercial. Quatro entradas separam áreas públicas e privadas, e a combinação de gótico e modernismo dialoga com a arquitetura local.

Casa Milà, Barcelona — 1910

Penúltimo projeto de Gaudí, o prédio no Passeig de Gràcia driblou restrições do plano Cerdà. A fachada, sem função estrutural, ondula como ondas do mar ou cumes nevados graças ao uso de pedra calcária.

Sagrada Família, Barcelona — 1882 (em construção)

Considerada a obra-prima de Gaudí, a basílica permanece inacabada. Financiada apenas por doações, a igreja foi concebida para ter 172,5 m de altura, cinco naves, três fachadas e 18 torres. O arquiteto ergueu primeiro as partes externas, garantindo a escala pretendida.

Nascido em Reus em 1852 e formado em Barcelona em 1878, Gaudí teve sete edifícios reconhecidos como Patrimônio Mundial pela Unesco. Ele morreu em 10 de junho de 1926, após ser atropelado por um bonde.

Com informações de Casa Vogue

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