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Fernanda Feitosa ressalta a SP-Arte como elo do mercado artístico brasileiro e latino-americano

Há duas décadas à frente da SP-Arte, Fernanda Feitosa consolidou a feira como um dos principais pontos de encontro do circuito artístico da América Latina. Criado para suprir a ausência de um momento em que galerias e demais agentes se reunissem, o evento tornou-se, segundo ela, “uma grande plataforma de articulação”.

Idealizada inicialmente com foco em arte moderna e contemporânea, a feira passou a abranger também o design, acompanhando a expansão desse mercado. “Essa cadeia toda quer um momento para se encontrar, e a SP-Arte é esse ponto de encontro”, afirma a fundadora.

Fernanda destaca que o Brasil vive um período de reconhecimento internacional, mas ainda enfrenta dificuldades de circulação das obras. “A produção brasileira tem destaque e é valorizada no exterior, mas fica muito restrita ao Brasil. O país às vezes se comporta como uma ilha”, observa. Para ela, fortalecer conexões globais é fundamental, especialmente diante de números que demonstram o potencial do setor: a arte figura como o terceiro produto mais exportado pelo estado de São Paulo.

No quarto episódio da série “Um Café Com”, a diretora revela o aspecto humano que a motiva. “Muitas coisas me emocionam na arte contemporânea. A coragem dos artistas de se arriscarem, mas, principalmente, a força do coletivo”, resume. Ao citar referências que admira, ela comenta que gostaria de compartilhar um café com Lygia Pape ou Lygia Clark, pioneiras que, na sua visão, “tiveram a coragem de criar coisas novas e furar bolhas”.

Com informações de Casa Vogue

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