Uma análise publicada pela revista Casa Vogue em fevereiro de 2026 detalha quais tipos de problemas domésticos podem – ou não – ser solucionados pelo Feng Shui. A filosofia chinesa, voltada ao equilíbrio entre ambiente e morador, mostra eficácia sobretudo em ajustes de circulação de energia, definição de usos dos espaços e limpeza de cargas emocionais, mas não substitui intervenções técnicas quando há defeitos estruturais.
Onde a técnica funciona
Segundo o texto, a má circulação do chi é um dos erros mais comuns corrigidos pela metodologia. Ao reorganizar móveis e hierarquizar ambientes, o fluxo energético torna-se mais harmonioso, resultando em sensação de leveza e maior clareza mental para quem vive na residência.
Outra frente de atuação é a intenção de cada cômodo. Espaços sem função clara ou transformados em depósito provocam estagnação energética. Quando a finalidade de cada área é redefinida de forma coerente com o uso real, a energia se reorganiza, eliminando bloqueios.
O Feng Shui também lida com atmosferas emocionalmente carregadas. Casas marcadas por luto, rupturas ou longos períodos de estresse podem reter memórias densas. A tradição propõe mudanças de disposição, atenção a objetos simbólicos e limpeza energética para auxiliar o lar a “seguir em frente”.
Limites do Feng Shui
Defeitos estruturais, como infiltrações, umidade persistente, falhas elétricas ou falta de ventilação, exigem reparos técnicos. Nesses casos, o Feng Shui pode orientar a etapa de harmonização depois da obra, mas não substitui consertos.
Casas mal orientadas em relação ao sol, sem luz natural ou construídas sem considerar clima e entorno também escapam à solução energética. Para esses problemas, é necessária intervenção arquitetônica mais profunda.
Imagem: Camila Alba
Por fim, o método não cobre conflitos internos dos moradores. Mesmo em um espaço equilibrado, a sensação de desconforto pode permanecer se a questão for emocional ou mental, campo que demanda processos pessoais ou terapêuticos.
O artigo conclui que o Feng Shui melhora a qualidade de vida quando aplicado com critério, mas expectativas irreais geram frustração. A prática não cria casas perfeitas; ela ajusta a forma como os ocupantes se relacionam com o que já existe.
Com informações de Casa Vogue
