A casa do Big Brother Brasil 26, inaugurada na segunda-feira (12), voltou a chamar atenção pelos ambientes coloridos e carregados de estímulos. As arquitetas Belisa Mitsuse e Estefânia Gamez, sócias do BTliê Arquitetura e especialistas em Feng Shui, analisaram o projeto cenográfico e apontaram quais elementos podem ser adaptados ao dia a dia dos lares — e quais devem ficar restritos ao confinamento.
O que evitar em casa
Segundo as profissionais, a ausência de cabeceira nas camas, característica recorrente em várias edições do programa, compromete a sensação de apoio e estabilidade. No Feng Shui, esse suporte simboliza segurança emocional; sem ele, o morador pode experimentar desconforto inconsciente a longo prazo.
Outro alerta refere-se às camas-baú. O compartimento deve permanecer limpo e organizado, pois a desordem ou o acúmulo de objetos sob o colchão interfere na qualidade do sono e pode aumentar a sensação de cansaço. As especialistas recomendam guardar apenas roupas de cama e banho, mantidas sempre higienizadas.
A cenografia do reality também aposta em iluminação permanente, espelhos em excesso e inexistência de janelas reais para provocar tensão e sensação de vigilância. Em residências, recomenda-se evitar estímulos visuais constantes e privilegiar ambientes que transmitam acolhimento e proteção.
Ideias que podem ser trazidas para o lar
Para quem deseja se inspirar, a dupla destaca o uso de cores. O BBB 26 explora paletas vibrantes como contraponto ao minimalismo em tons bege e cinza que dominou os últimos anos. Inserir tonalidades que reflitam a personalidade dos moradores devolve vitalidade aos espaços e favorece o bem-estar.
No quarto, detalhes em pares — mesas laterais, travesseiros e objetos decorativos — ajudam a atrair ou fortalecer relacionamentos. Tecidos confortáveis e cores acolhedoras, especialmente os diferentes tons de rosa, reforçam a energia ligada ao amor.
Como a cenografia afeta os participantes
Os ambientes da edição 2026 foram criados para representar desejos universais. A sala principal, em verde e dourado, alude ao sonho de ser milionário e reforça o guá da prosperidade, estimulando ambição e competitividade.
Imagem: Beatriz Damy
O corredor que leva ao Quarto do Líder aposta em tapete vermelho, flashes e predominância de dourado, elementos associados ao fogo, visibilidade e reconhecimento — combinação que tende a intensificar atitudes performáticas nos dias de liderança.
Na cozinha, a diferença cromática entre o espaço do VIP (colorido) e da Xepa (preto e branco) reforça a dicotomia fartura x escassez, influenciando humor e percepção dos alimentos.
A cenografia se estende aos quartos temáticos: o “sonho de voar”, em azuis suaves, estimula ideias fora da caixinha; o “sonho da eternidade”, em azul profundo, favorece introspecção; já o “grande amor”, dominado pelo rosa, encoraja vínculos afetivos.
Para Belisa Mitsuse e Estefânia Gamez, a lição principal é que nenhum espaço é neutro: cores, formas e iluminação moldam emoções e comportamentos tanto no confinamento quanto dentro de casa.
Com informações de Casa Vogue
