A designer de interiores e stylist de decoração Paula González Quintas elencou sete recomendações para que o design de interiores favoreça a convivência de casais que passam a morar juntos. As orientações foram detalhadas à edição espanhola da revista AD e ressaltam que a organização dos ambientes pode reduzir atritos e fortalecer a conexão emocional.
1. Espaços individuais
Segundo Paula González, criar cantos exclusivos — como poltrona de leitura, penteadeira ou mesa de escrita — funciona como “válvula de regulação emocional”. Tapetes, luminárias pontuais e mobiliário que reflita a identidade de cada pessoa ajudam a delimitar esses microambientes, que devem ficar livres de itens de uso comum.
2. Quarto sem atividades de trabalho
A profissional alerta que transformar o dormitório em escritório prejudica o descanso. A recomendação é retirar mesas de trabalho e aparelhos eletrônicos visíveis, utilizar luz quente (entre 2700 K e 3000 K) e incluir tecidos como linho, algodão lavado ou lã, além de cabeceiras estofadas que absorvam ruídos.
3. Iluminação como reguladora de humor
Luz fria estimula; luz quente acalma. Para áreas de convivência noturna, a designer sugere temperaturas quentes, iluminação indireta e variadores de intensidade. A intensidade modulável permite acompanhar o estado emocional do casal durante conversas ou momentos de descanso.
4. Ambientes que convidam ao encontro
Mesas redondas para refeições sem telas, bancos próximos à cozinha ou sofás posicionados frente a frente são exemplos indicados para incentivar rituais de convivência, como o café da manhã ou o bate-papo de domingo.
5. Cantinho de pausa
Um pequeno espaço voltado ao silêncio ou à meditação — com almofada confortável, luz suave e elemento natural — ajuda cada pessoa a “voltar ao próprio centro”, o que, de acordo com Paula, estabiliza a relação.
Imagem: Fran Parente
6. Ordem com acordos visíveis
Solucionar a desordem por meio de armários bem divididos, cestos de roupa individuais e bandejas organizadoras diminui discussões diárias. O design físico, afirma a stylist, substitui cobranças verbais por combinados palpáveis.
7. Texturas que aproximam
Materiais macios, tapetes que convidem a ficar descalço e sofás profundos favorecem o contato corporal. A escolha desses elementos estimula a proximidade sem forçar a interação.
Para a designer, a casa atua como um “terceiro integrante” da relação. Ao equilibrar intimidade, autonomia e organização, o projeto de interiores contribui para que duas identidades coexistam sob o mesmo teto.
Com informações de Casa Vogue
