Cada chef tem um objeto de trabalho que resume sua trajetória e seu estilo culinário. Seis nomes da gastronomia nacional detalham quais utensílios não podem faltar em suas cozinhas profissionais e domésticas.
Bel Coelho: faca Chef Pro 8
Formada no Culinary Institute of America e com passagens por casas premiadas, Bel Coelho elege a faca Chef Pro 8, da alemã Zwilling (fundada em 1731), como extensão da própria filosofia de cozinha. A chef dos restaurantes Cuia e Clandestina destaca o design e a precisão do objeto, que mantém sempre afiado e protegido.
Rodrigo Freire: panela de ferro
À frente do Preto Cozinha, o autodidata soteropolitano Rodrigo Freire carrega a ancestralidade afro-baiana em suas panelas de ferro. O modelo nacional, segundo ele, alia custo-benefício e desempenho, desde que receba a cura inicial e seja guardado seco, untado com óleo vegetal para evitar oxidação.
Janaína Torres: fogão a lenha
Eleita Melhor Chef Mulher do Mundo em 2024 pelo 50 Best, Janaína Torres mantém um fogão a lenha no apartamento, em pleno centro de São Paulo. O equipamento relembra as férias de infância em Itapevi (SP) e aproxima a proprietária do Bar da Dona Onça do elemento fogo, essencial para texturas e sabores singulares.
Telma Shimizu: suribachi
Primeira brasileira nomeada embaixadora da culinária japonesa pelo governo do Japão, Telma Shimizu herdou de seu mestre Toshio Tanahashi um suribachi, pilão de cerâmica usado diariamente no Aizomê. O utensílio, diz a chef, possibilita controle de textura ao moer gergelim e temperos, além de funcionar como exercício de contemplação em meio à rotina da cozinha.
Irina Cordeiro: cuscuzeira de barro
Nascida no Rio Grande do Norte, Irina Cordeiro trouxe a São Paulo uma cuscuzeira artesanal produzida em Tabatinga por mulheres potiguares. A peça, que também serve para cozinhar vegetais no vapor em cerca de cinco minutos, simboliza as raízes nordestinas que inspiram os restaurantes Cuscuz da Irina e Irina Restaurante.

Imagem: Deco Cury
Tássia Magalhães: chinois
Chef-proprietária do Nelita, 26º colocado no Latin America’s 50 Best, Tássia Magalhães considera o chinois essencial para obter caldos limpos e intensos. A filtragem cuidadosa, afirma, é quase um ritual que garante cor, complexidade e profundidade de sabor a molhos e sopas.
De facas a fogões, cada item revela a ligação pessoal dos chefs com a técnica, a memória e a cultura que levam ao prato.
Com informações de Casa Vogue