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Casa histórica no Vale do Hudson vira novo lar de Walton Goggins, astro de “The White Lotus”

Nova York – O ator Walton Goggins, confirmado na terceira temporada da série “The White Lotus”, e a roteirista e diretora Nadia Conners trocaram Los Angeles pelo Vale do Rio Hudson, no estado de Nova York. O casal afirma que a mudança não foi uma fuga da Costa Oeste, mas a busca por um estilo de vida diferente para si e para o filho, Augustus.

Decisão amadurecida durante a pandemia

Goggins e Conners visitavam a região havia anos, chegando a alugar casas e pesquisar anúncios de imóveis. O isolamento imposto pela pandemia acelerou a escolha. Para o ator, o período abriu “janelas de possibilidades” e tornou a ideia menos improvável.

A escolha da propriedade

A residência adquirida, erguida há mais de um século, situa-se em um terreno de aproximadamente 400 mil m². A casa carregava marcas do tempo: instalações, lareiras e encanamentos não recebiam manutenção havia quase 100 anos. “Percebemos que tudo ali estava prestes a falhar – ou já tinha falhado”, recorda o ator.

Reforma estrutural e curadoria de interiores

Ao constatar a dimensão do trabalho, o casal desistiu de uma reforma gradual e optou por uma renovação completa. Para cobrir os custos, Goggins brinca que aceitou “todos os papéis” oferecidos no primeiro ano do projeto. O designer Shawn Henderson foi chamado para redesenhar ambientes: criou nova entrada, ampliou a cozinha, instalou uma suíte principal e converteu dormitórios de funcionários no escritório do ator.

Um grupo de artesãos restaurou vigas, pisos e lareiras, preservando a pátina original. Parte da história da casa permanece visível nas assinaturas deixadas por antigos hóspedes, entre eles a poetisa Edna St. Vincent Millay. O imóvel também já recebeu figuras como Babe Ruth, Walt Disney, Joan Crawford e o Duque e a Duquesa de Windsor.

Arte e mobiliário como protagonistas

Goggins, declarado entusiasta de design, selecionou todas as luminárias vintage e percorreu seis horas de estrada até Long Island para buscar poltronas da década de 1970 que hoje ocupam o solário. Entre os destaques do acervo estão sofás Togo (Michel Ducaroy/Ligne Roset), pendente Capiz Shell (Verner Panton), cadeira de Kristian Illum Wikkelsø e obras de Danny Fox, Wes Lang, David Bailin e Xander Berkeley.

Para Conners, design e arte são “linguagens do amor” que fortalecem o vínculo do casal. Goggins acrescenta que prefere investir em obras do artista Kerry James Marshall a comprar um carro esportivo, lembrando suas origens simples na Geórgia.

“É maravilhoso ver nosso filho crescer cercado de arte, música e móveis que nos inspiram”, resume o ator sobre a nova fase no histórico refúgio nova-iorquino.

Com informações de Casa Vogue

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