A antiga residência e local de trabalho de Tomie Ohtake (1913-2015), no bairro do Campo Belo, em São Paulo, passa a funcionar de forma permanente como extensão do Instituto Tomie Ohtake. A nova fase será inaugurada em 7 de março com a exposição “Ruy Ohtake – Percursos do habitar”, em cartaz até 31 de maio de 2026.
Projetada em 1966 por Ruy Ohtake (1938-2021) para abrigar a mãe, a construção é exemplo do brutalismo paulista. Segundo a curadora Sabrina Fontenele, o imóvel retoma a vocação pública ao se tornar ponto fixo para arquitetura, design e artes.
Seis residências em destaque
Com curadoria de Catalina Bergues e Sabrina Fontenele, a mostra reúne seis projetos residenciais assinados por Ruy Ohtake entre as décadas de 1960 e 2010:
- Casa-ateliê Tomie Ohtake (1966)
- Residência Chiyo Hama (1967)
- Residência Nadir Zacarias (1970)
- Residência Domingos Brás (1989)
- Residência Zuleika Halpern (2004)
- Condomínio Residencial Heliópolis, os “Redondinhos” (2008/2009)
O público poderá ver maquetes de todas as obras, fotografias históricas e atuais, desenhos técnicos, croquis e vídeos com depoimentos de moradores, apresentando processos de concepção e transformações dos espaços ao longo do tempo.
Funcionamento e próximos passos
A mostra ficará aberta de quinta a domingo, das 10h às 17h, com ingressos a R$ 50. Além da exposição, o Instituto Tomie Ohtake planeja programar no endereço novas mostras, apresentações musicais, performances e residências artísticas.
Imagem: Cristiano Mascaro
Serviço
Local: Casa-ateliê Tomie Ohtake – Rua Antônio de Macedo Soares, 1800, Campo Belo, São Paulo, SP.
Período: 7 de março a 31 de maio de 2026.
Horário: quinta a domingo, 10h-17h.
Ingresso: R$ 50.
Com a reabertura, o espaço assume lugar definitivo na programação cultural da cidade, dialogando com o legado de Tomie, Ruy e Ricardo Ohtake.
Com informações de Casa Vogue
