Adquirir um imóvel mais em conta geralmente exige obras de adaptação, mas arquitetos consultados pela Architectural Digest Espanha afirmam que o custo final pode ser reduzido com organização e escolhas criteriosas.
Faça você mesmo o que for possível
À frente do perfil Plan C, o arquiteto Álvaro Toledo defende que determinadas etapas podem ser executadas pelo próprio proprietário. “Instalações elétricas ou hidráulicas exigem um profissional, mas pintar paredes, assentar piso ou trocar azulejos são tarefas que muitos conseguem aprender rapidamente”, observa.
Em um banheiro, por exemplo, Toledo recomenda contratar mão de obra especializada apenas para substituir torneiras ou vaso sanitário e assumir, se houver disposição, o assentamento do piso ou a colocação de revestimentos.
Aproveite o que já existe
O arquiteto sugere avaliar o que pode ser reaproveitado. Na cozinha, onde móveis planejados encarecem a obra, envernizar ou pintar armários pode bastar. “Às vezes, uma alteração pontual – como trocar a bancada ou a cor das paredes – já provoca grande impacto visual”, diz.
Pintura também aparece como solução econômica. Toledo cita a possibilidade de aplicar a mesma cor em paredes, teto e rodapés para renovar o ambiente ou escurecer apenas o teto para criar sensação de aconchego. Portas internas, se em bom estado, podem ser laqueadas e mantidas.
Planejamento profissional evita gastos extras
Para Víctor Forés e María Fos, do Fos Studio, contratar um arquiteto não aumenta obrigatoriamente a despesa. “Um projeto detalhado, com plantas, medições e orçamento, antecipa problemas e reduz improvisos”, afirmam.
O estúdio orienta dividir a obra em fases, priorizar intervenções essenciais e optar por materiais com melhor relação custo-benefício, como porcelanatos que imitam pedra natural, vinílicos resistentes para áreas úmidas e marcenaria em MDF laqueado.
Eficiência energética e preservação de elementos originais
Isolamento térmico, janelas de boa qualidade e iluminação LED demandam investimento inicial maior, mas geram economia no consumo de energia ao longo do tempo. Os profissionais também recomendam conservar itens como pisos hidráulicos e marcenaria antiga, quando possível, reduzindo gastos com substituição.
Imagem: Júlia Tótoli
Evite mudanças estruturais desnecessárias
Mover paredes ou realocar cozinha e banheiros eleva o orçamento. O Fos Studio sugere manter a planta original e transformar os espaços por meio de mobiliário, iluminação e acabamentos.
Iluminação como aliada
Redesenhar o projeto luminotécnico pode modificar a percepção do ambiente sem quebra-quebra. A combinação de diferentes luminárias e o uso de LED, segundo o estúdio, chega a cortar até 80% do consumo de energia.
Compare orçamentos equivalentes
Pedir vários orçamentos é válido, desde que as propostas sejam comparáveis. Forés e Fos recomendam recorrer a profissionais indicados e avaliar escopo, prazos e garantias, não apenas o preço final.
Com planejamento rígido, escolhas de materiais adequadas e participação ativa do proprietário, especialistas avaliam que é possível reformar gastando menos sem abrir mão de qualidade e estética.
Com informações de Casa Vogue
