Pular para o conteúdo
Início » Especialistas afirmam que só dormir não basta e defendem descanso ativo para combater a fadiga

Especialistas afirmam que só dormir não basta e defendem descanso ativo para combater a fadiga

Dormir continua essencial, mas já não resolve sozinho o cansaço cotidiano, segundo pesquisadores japoneses. O médico Dr. Katano, dedicado ao estudo do repouso, explica que a rotina moderna diminui as pausas ao longo do dia e torna insuficiente a estratégia tradicional de “deitar e fechar os olhos”.

Descanso inspirado na supercompensação

Katano compara a recuperação física ao princípio de supercompensação usado em treinos de musculação: estressar levemente o corpo faz com que ele se regenere em nível superior. “Atividades suaves, como pilates, ioga ou radiocalistênica, estimulam a circulação sanguínea sem exaurir”, afirma. O fluxo de sangue facilita a remoção de resíduos metabólicos, resultando em sensação de renovação maior do que antes do exercício.

Várias formas de recuperar energia

O especialista lembra que “ter folga” não significa permanecer imóvel em casa. Conversar com amigos, dedicar-se a um hobby ou envolver-se em trabalho criativo são exemplos de descanso que aliviam estresse mental. Mesmo janelas de cinco a dez minutos podem ser usadas para um “descanso ativo”.

Movimento e sono de qualidade

O Dr. Isaka, focado em sono, corrobora a importância do movimento. Quem passa horas sentado tende a desregular o sistema nervoso autônomo; exercícios leves ou sauna entre o meio-dia e o início da noite reativam o ramo simpático, equilibram o organismo e favorecem uma noite realmente reparadora.

Circulação é chave, mas mascarar fadiga traz risco

Cremes com ácido carbônico, escovas de baixa frequência, ponteiras para massagem facial e aditivos para banho que liberam hidrogênio ou dióxido de carbono são apontados como auxiliares na melhora do fluxo sanguíneo. Katano ressalta, contudo, que recorrer a esses recursos sem enfrentar a causa da fadiga pode ser perigoso.

Quando o cansaço vira alerta

Muitos ainda tentam vencer o esgotamento com força de vontade, cafeína ou incentivos financeiros, prática herdada, segundo Katano, de décadas passadas. O médico diferencia fadiga (condição fisiológica) de sensação de cansaço (estado subjetivo) e alerta que ignorar sinais físicos prolongados aumenta a chance de erros e acidentes.

Especialistas afirmam que só dormir não basta e defendem descanso ativo para combater a fadiga - Imagem do artigo original

Imagem: Vogue Brasil via vogue.globo.com

Ferramenta para medir o próprio limite

Para acompanhar o nível de exaustão, os especialistas recomendam a Escala Visual Analógica (EVA), tradicionalmente usada em avaliação de dor e disponível no site da Sociedade Japonesa de Estudos da Fadiga. Preencher a escala regularmente ajuda a reconhecer quando é hora de reduzir o ritmo.

As recomendações convergem em um ponto: combinar sono adequado, movimentação leve e atenção aos sinais do corpo forma o caminho mais seguro para uma recuperação completa.

Com informações de Vogue

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Author