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Apartamento de 227 m² em prédio do século XVIII recebe reforma que mescla design monolítico e herança pombalina em Lisboa

Um imóvel de 227 m² instalado em um edifício pombalino do século XVIII, no centro de Lisboa, passou por uma renovação completa conduzida pelo designer de interiores e proprietário Alex Ruas Weege, fundador do ARW Studio. A intervenção buscou tornar os ambientes mais leves, mantendo intacta a identidade histórica do prédio.

União de dois apartamentos

A residência surgiu da fusão de duas unidades autônomas. “Houve adaptações para sairmos de dois apartamentos e chegarmos em um só”, explica o designer. O edifício já havia recebido um retrofit estrutural antes da compra, o que facilitou o trabalho de interiores.

Preservação de azulejos e afrescos

Os azulejos e afrescos originais foram restaurados, reforçando o caráter vernacular português. Peças de arte e mobiliário contemporâneo convivem com os elementos históricos, criando o contraste pretendido por Alex.

Estilo monolítico em contraste com a ornamentação

O projeto adota um design de linhas primitivas, descrito pelo autor como “monolítico”, para dialogar com a ornamentação do século XVIII. Entre os maiores desafios, Alex cita encontrar o ponto de equilíbrio entre o mobiliário contemporâneo e a arquitetura original sem sobrecarregar os espaços.

Seleção de peças e obras de arte

No living, sofás, poltrona, banco e mesa de centro da Henge dividem espaço com cadeiras, aparador, mesas laterais e luminária de piso da Baxter, além de tapete Ferreira de Sá e pendente tubular do Morghen Studio. A sala de jantar reúne mesa Ellipse, da Baxter, cadeiras Caratos, da Maxalto, obra de Marina Perez Simão na parede e pendente Ophelia, do Morghen Studio.

Esculturas como “The sun at 7:15 am”, de Ugo Rondinone; “Siège du monde”, de Alicja Kwade; e “Estadio sexual indiferenciado”, de Teresa Solar reforçam o caráter colecionista do morador. A suíte máster abriga tela de Giulia Bianchi, escrivaninha e cadeira da Ceccotti Collezioni.

Iluminação pontual

A parte elétrica recebeu intervenção mínima. Permaneceram os focos e sancas já existentes, enquanto pendentes e luz indireta foram trocados para valorizar tanto as peças de design quanto os elementos originais do edifício.

O resultado final combina a história de um prédio lisboeta do século XVIII com um repertório contemporâneo de arte e mobiliário, criando ambientes que mantêm a atmosfera vernacular sem abrir mão do conforto atual.

Com informações de Casa Vogue

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