O Museu da Casa Brasileira (MCB) voltará a ter endereço fixo a partir de julho. O Governo do Estado de São Paulo confirmou a mudança da instituição para a Residência Olivo Gomes, no Parque da Cidade Roberto Burle Marx, em São José dos Campos, a 90 km da capital.
Fundado na década de 1970, o MCB ocupou por mais de 50 anos o Solar Fábio Prado, na avenida Faria Lima, em São Paulo. O imóvel, pertencente à Fundação Padre Anchieta, era mantido por convênio com o Estado, encerrado em 2023. Desde então, o museu estava sem sede.
Edifício modernista como novo lar
A secretária estadual de Cultura, Economia e Indústria Criativa, Marilia Marton, conheceu a Residência Olivo Gomes no ano passado, quando o imóvel passava por restauração. Projetada pelo arquiteto Rino Levi (1901–1965) em parceria com o engenheiro Roberto Cerqueira César (1917–2003), a casa modernista foi erguida nos anos 1950 para o industrial Olivo Gomes, então diretor da Tecelagem Parahyba.
Com fachada em balanço, alpendre sustentado por pilares cilíndricos de concreto e organização em três setores — área social, dormitórios e serviços/garagem —, a construção destaca-se pela horizontalidade, integração com a natureza e elementos marcantes, como a escada helicoidal interna e o espelho-d’água externo. O paisagismo é assinado por Roberto Burle Marx.
Parceria e investimentos
A prefeitura de São José dos Campos é proprietária da residência desde os anos 1980 e firmou acordo inicial de cinco anos com o Estado. Recursos estão sendo aplicados para adaptar ambientes em espaços expositivos e de apoio. A Associação Pinacoteca Arte e Cultura (APAC), que já gere a Pinacoteca de São Paulo e o Memorial da Resistência, auxilia nas etapas para a reabertura.
Imagem: Nels K
Reabertura e programação
O governo prevê reabrir o MCB em julho, com entrada gratuita durante o primeiro ano. A agenda incluirá mostras temáticas com peças do acervo — mantido em reservas técnicas —, eventos ligados a arquitetura e design, visitas de estudantes e participação em exposições itinerantes pelo Estado.
Segundo Marilia Marton, além de descentralizar equipamentos culturais, a escolha por São José dos Campos levou em conta o parque tecnológico local, a presença do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a localização estratégica entre São Paulo e Rio de Janeiro.
Com informações de Casa Vogue
