Com o fim do Carnaval, especialistas lembram que a ressaca pode ser mais do que um simples desconforto passageiro. A nefrologista Daphnne Camaroske, da Fenix Nefrologia, afirma que o consumo intenso de bebidas alcoólicas em curto período pode desencadear lesão renal aguda mesmo em pessoas saudáveis.
Segundo a médica, o álcool bloqueia o hormônio antidiurético, aumenta a produção de urina e provoca perda rápida de líquidos, reduzindo o fluxo sanguíneo que chega aos rins. A combinação entre desidratação, queda de pressão arterial, vômitos e suor excessivo — situações comuns durante a folia — favorece a hipovolemia, condição que compromete a perfusão renal e pode levar à queda súbita da função dos rins.
Outro risco apontado é a possibilidade de rabdomiólise: a ingestão exagerada de álcool pode destruir fibras musculares e liberar mioglobina, substância tóxica para o tecido renal.
Sinais que exigem atenção médica
De acordo com Camaroske, os rins costumam apresentar poucos sintomas em estágios iniciais de sobrecarga. Por isso, é fundamental buscar atendimento se surgirem:
- diminuição do volume ou mudança na cor da urina;
- inchaço no rosto ou nas pernas;
- náuseas e vômitos persistentes;
- dor muscular intensa;
- confusão mental;
- ressaca prolongada;
- sede extrema ou boca muito seca.
Prevenção
A recomendação principal é evitar grandes quantidades de álcool. Caso a ingestão ocorra, a hidratação constante torna-se essencial para repor líquidos, evitar concentração sanguínea excessiva e reduzir o risco de lesão renal. A água também auxilia o fígado na metabolização do álcool e previne quedas de pressão.
Imagem: Internet
O cuidado com a ingestão de bebidas e a atenção aos sinais do corpo ajudam a preservar a saúde renal após os dias de festa.
Com informações de Casa Vogue
