São Paulo – Um apartamento de 108 m² no último andar de um edifício modernista da década de 1950, em Pinheiros, ganhou novo desenho para refletir o brutalismo aliado a uma atmosfera minimalista e serena. O projeto, assinado pelos arquitetos Rogério Gurgel e Caio D’Alfonso, foi encomendado pelo estilista Pedro Trindade, que divide residência entre São Paulo e Londres.
Estrutura exposta e paleta neutra
Para evidenciar a construção original, a intervenção removeu acabamentos considerados supérfluos e deixou à vista teto, tubulações e revestimentos. Segundo Gurgel, a proposta foi destacar a “plasticidade bruta” do imóvel, enquanto uma paleta monocromática serve de pano de fundo para o mobiliário selecionado.
Mobiliário modernista e peças contemporâneas
No living, sofá e poltronas Manhattan, de Jorge Zalszupin, dividem espaço com luminária de piso de Rafael Triboli e mesa lateral Lava, de Pedro Ávila. As cadeiras de jantar levam a assinatura de Vladimir Kagan, ao lado de uma mesa de jacarandá vintage garimpada na Celina Móveis. Peças atuais do designer Pedro Ávila — como a mesa de centro Otta, a poltrona Colo, a mesa lateral Totem e a poltrona Trono — introduzem referência retrofuturista que dialoga com o brutalismo do edifício.
Cozinha e banheiro em granilite e terracota
A cozinha recebeu bancada de granilite da Granidomus e revestimento cerâmico da Mazza Cerâmicas, complementados por vaso e louças da marca Noda. Já o banheiro, acessado por uma “caixa” de espelhos que envolve a suíte, é revestido em cerâmica terracota da Mazza Cerâmicas e conta com banheira de granilite da Granidomus, banco Noda e velas de Raphael Tepedino.
Quarto e curadoria de arte
No dormitório, cama da Noda, mesa lateral de Pedro Ávila e tela do artista Renato Rios compõem o ambiente. Obras de Poli Pieratti, incluindo um quadro da série Rochosas, dividem espaço com um grande painel de Ávila, reforçando o caráter de galeria pretendido pelo morador.
Imagem: João Prado
Com a diluição dos limites entre áreas sociais e íntimas, o apartamento traduz o desejo de Pedro Trindade por um local de contemplação, onde cada peça tem função definida e nenhuma intervenção é meramente decorativa.
Com informações de Casa Vogue
