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Arquiteto João Gabriel mostra como usar camadas para dar sofisticação aos ambientes

Construir a decoração por etapas, em vez de finalizar todo o ambiente de uma só vez, é a principal estratégia defendida pelo arquiteto João Gabriel, fundador do escritório JG+ Arquitetos e do projeto Sala Preta Mentoria. Em entrevista à revista Casa Vogue, o profissional detalhou como cores, texturas, mobiliário, obras de arte e até espaços vazios podem ser combinados em camadas para criar interiores elegantes e cheios de personalidade.

Base estrutural define o rumo

Segundo Gabriel, o ponto de partida deve ser a composição estrutural do imóvel — layout, volumes maiores, mobiliário principal, paleta cromática e materiais predominantes. Ele costuma optar por tons neutros, mas “vivos”, que permitam inserir cores pontuais de forma intencional. A paleta, explica o arquiteto, funciona como fio condutor para harmonizar diferentes estilos, objetos e acabamentos.

Mobiliário como esqueleto do projeto

O mobiliário é a camada que dita escala, circulação e uso do espaço. Peças de design icônicas podem atuar como pontos de destaque, enquanto outros móveis cumprem papel de apoio. Para evitar excesso de informação, Gabriel recomenda escolher uma ou duas peças protagonistas por ambiente e adotar elementos de apoio mais discretos.

Texturas acrescentam profundidade

Materiais como linho, madeira, cerâmica, palha, pedra e metal são responsáveis por dar relevo e aconchego. O arquiteto sugere misturar superfícies quentes e frias — madeira com pedra ou cerâmica com metal, por exemplo — para garantir contraste sem perder unidade.

Obras de arte e objetos pessoais

A identidade dos moradores surge na fase seguinte, quando entram obras de arte, lembranças de viagem, fotos de família e outras peças afetivas. Para Gabriel, esses itens transformam a casa em “autobiografia visual” e devem ser inseridos com curadoria para que pareçam escolhidos, não aleatórios.

Importância dos vazios

Deixar respiros na composição evita sobrecarregar o campo de visão. Espaços livres funcionam como mais uma camada, equilibrando cores, texturas e elementos decorativos.

Começar pelo essencial

Para quem sente dificuldade, o arquiteto propõe um roteiro simples: estabelecer uma paleta enxuta, investir em tapete, cortina e iluminação aconchegantes, selecionar poucas peças significativas e permitir que o lar evolua com o tempo. “Casa boa não tem pressa”, resume.

Com informações de Casa Vogue

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