A novela Começar de Novo, exibida pela TV Globo em 2004, permanece lembrada como um dos maiores fracassos da emissora. Coescrita por Antônio Calmon e Elizabeth Jhin, a produção teve a trama completamente reconfigurada antes da estreia e, segundo Calmon, transformou-se na pior experiência profissional de sua vida.
Inspirada em “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas, a história girava em torno do casal Miguel Arcanjo (Marcos Paulo) e Letícia Pessoa (Natália do Vale), jovens apaixonados que pertenciam a famílias rivais. Separados ainda na adolescência por uma armação da poderosa empresária Lucrécia (Eva Wilma), eles se reencontravam três décadas depois.
Apesar do elenco expressivo — que contava ainda com Lilia Cabral, Vladimir Brichta, Carolina Ferraz, Cássia Linhares e Antônio Calloni —, a novela não conquistou o público. Críticas de telespectadores levaram a mudanças constantes no roteiro e até à retirada de personagens interpretados por Betty Gofman, Guilherme Piva, Eduardo Galvão e Gustavo Melo.
Relatos de insatisfação e problemas de saúde
Em entrevista à Folha de S.Paulo em 2005, Antônio Calmon revelou ter enfrentado estafa, crises de hipertensão e uma cirurgia para retirada de um tumor benigno durante a produção. Segundo o autor, outros profissionais também adoeceram: Carlos Vereza teve pneumonia, Vladimir Brichta foi diagnosticado com hepatite, e o diretor Carlos Araújo precisou se afastar por estresse.
Em 2020, Lilia Cabral declarou à CARAS Brasil que a personagem Aída foi a pior de sua trajetória. “Era uma novela das sete que não caminhava. Ela ficava toda hora começando”, afirmou a atriz, resumindo a percepção de estagnação que marcou a produção.

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Mesmo com tentativas de ajustes ao longo dos capítulos, Começar de Novo não conseguiu reverter os baixos índices de audiência e consolidou-se como um case negativo na história da teledramaturgia da TV Globo.
Com informações de CARAS