O ator Luciano Szafir, 56 anos, contou em 2022 que enfrenta um quadro de artrose e que a infecção por Covid-19, no mesmo período, intensificou os sintomas. Em entrevista publicada em 20 de agosto de 2025, o reumatologista Dr. Fabio Jennings explicou como a doença evolui e quais são as alternativas terapêuticas disponíveis.
Doença degenerativa e prevalência
A osteoartrite — mais conhecida como artrose — é descrita pelo médico como uma enfermidade crônica, progressiva e degenerativa das articulações. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 60% dos pacientes são mulheres e 73% têm mais de 55 anos. A condição afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo a principal causa de dor articular, perda de funcionalidade, redução de mobilidade e queda da qualidade de vida na população idosa. As articulações mais acometidas são o joelho, seguidas por coluna, quadril e mãos.
Sintomas e diagnóstico
Segundo Dr. Jennings, o sintoma inicial é a dor articular que piora com o movimento e pode tornar-se contínua com a progressão do quadro. Inchaço, rigidez e limitação de mobilidade são frequentes; em estágios avançados, podem ocorrer deformidades e perda total dos movimentos. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado em histórico e exame físico, mas exames de imagem, como radiografia e ressonância magnética, auxiliam na confirmação e na exclusão de outras causas.
Impacto da Covid-19
O especialista esclarece que infecções virais, como a Covid-19, provocam sintomas sistêmicos — febre, dores musculares e articulares — que tendem a acentuar o desconforto em regiões já comprometidas. “A artrose aumenta a sensibilidade dolorosa da articulação afetada; quando há um processo infeccioso, essa sensibilidade se intensifica”, afirmou.
Abordagem terapêutica
Não há cura definitiva para a osteoartrite, mas o tratamento visa controlar a dor e desacelerar a evolução. As principais recomendações não farmacológicas são:

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- Exercícios físicos supervisionados;
- Orientação e educação do paciente para mudanças de hábitos.
Para alívio rápido, anti-inflamatórios podem ser prescritos, mas o uso prolongado não é indicado devido aos possíveis efeitos adversos. Suplementos condroprotetores, como glucosamina e colágeno, carecem de comprovação científica consistente, e as infiltrações intra-articulares são opções, realizadas com:
- Corticosteroides – reduzem dor e inchaço a curto e médio prazo;
- Ácido hialurônico – melhora dor e mobilidade.
Especialista
Dr. Fabio Jennings é reumatologista (CRM 86539 SP) do Hospital Israelita Albert Einstein, com especialização em Medicina Esportiva pela Universidade de Stanford (EUA) e mestrado e doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele atua como supervisor da residência de reumatologia da Unifesp e integra comissões da Sociedade Paulista de Reumatologia e da Sociedade Brasileira de Reumatologia.
Com informações de CARAS Brasil