O youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, esteve no programa Altas Horas, da TV Globo, na noite do último sábado (16). Foi a primeira vez que o influenciador abordou em rede nacional o impacto do vídeo “Adultização”, produção em formato de documentário que chama atenção para os riscos de conteúdos protagonizados por crianças nas redes sociais.
Segundo Felca, o material, publicado no YouTube, acelerou uma investigação conjunta do Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o também influenciador Hytalo Santos. Hytalo é suspeito de exploração e exposição de menores em conteúdos monetizados. Ele e o marido, Israel Natan Vicente, foram presos preventivamente na sexta-feira (15) em uma residência em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo. O inquérito, de acordo com Felca, foi aberto no fim de 2024.
Crescimento nas redes
O vídeo viral refletiu diretamente nos números do criador de conteúdo. “Em todas as redes eu tinha algo entre 15 e 20 milhões de seguidores. Na principal, eram 8,8 milhões. Hoje são 15,5 milhões”, relatou Felca a Serginho Groisman. Em dez dias, “Adultização” ultrapassou 44 milhões de visualizações no YouTube, destacou.
Ameaças e motivações
O sucesso trouxe também intimidações. “Recebi ameaças, críticas e tentativas de difamação. Mas quem precisa ter medo são os pedófilos, não quem denuncia”, afirmou. Questionado sobre a motivação para gravar o vídeo, Felca contou que não sofreu abuso, mas convive com pessoas que foram vítimas na infância. Ele observou o aumento de postagens com crianças dançando músicas de teor sexual e decidiu expor o problema. “Se você vê isso e não sente indignação, não é humano”, declarou.
Uso das redes por menores
Felca defendeu supervisão constante no consumo de conteúdos por crianças. “É fácil sair de uma animação para algo inadequado. Se o pai não consegue acompanhar, na minha opinião, o caminho é bloquear”, disse.

Imagem: Internet
O influenciador concluiu que pretende continuar produzindo materiais que discutam a proteção de menores na internet.
Com informações de Fashion Bubbles