A delegada mineira Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, responsável pela Casa da Mulher Mineira em Belo Horizonte, publicou em março de 2024 uma mensagem no LinkedIn na qual descrevia o marido, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, como “justo, empático e amável”. O post viralizou após Renê ser preso pelo homicídio de um gari na capital mineira.
Prisão preventiva mantida
Renê da Silva Nogueira Júnior teve o flagrante convertido em prisão preventiva na audiência de custódia realizada na quarta-feira, 13. Segundo depoimento à Polícia Civil, ele negou ter disparado os tiros, mas confirmou que a arma usada no crime pertence à esposa.
Formação e carreira da delegada
Ana Paula é delegada desde 2013. Graduada em Direito pela Faculdade Milton Campos, possui especialização em Direito Público pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e mestrado profissional em Promoção da Saúde e Prevenção da Violência pela Faculdade de Medicina da UFMG. Além da carreira policial, leciona, ministra palestras e é autora de livros, entre eles “Violência Doméstica e Políticas Públicas de Enfrentamento”.
Reações ao post
Internautas criticaram a declaração da delegada, questionando a conduta e a imparcialidade da policial. Comentários como “Parece piada” e pedidos para que “investiguem essa delegada” foram registrados nas redes sociais.
Histórico do empresário
Durante a audiência de custódia, o juiz Leonardo Vieira Rocha destacou que Renê já responde a outra ação penal por lesão corporal grave em contexto de violência doméstica, na qual a vítima teve o braço fraturado. Documentos apresentados pelo Ministério Público apontam ainda uma acusação de violência doméstica feita por uma ex-companheira em 2021, no Rio de Janeiro, e um boletim de ocorrência de 2003, quando o empresário se envolveu em um acidente de moto que resultou na morte de uma moradora de rua. Na época, ele não tinha habilitação para conduzir motocicleta.

Imagem: fashionbubbles.com
Pedido de liberdade negado
A defesa de Renê solicitou o relaxamento da prisão, alegando bons antecedentes, residência fixa e o fato de ser réu primário. O juiz manteve a custódia preventiva, citando o risco à ordem pública e o histórico de acusações de violência.
Com informações de Fashion Bubbles