Roma (Itália) – A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) permanece detida no presídio feminino Germana Stefanini, parte do complexo penitenciário de Rebibbia, na zona nordeste da capital italiana. Na quarta-feira (13), ela chegou ao Tribunal de Roma para audiência que analisaria o pedido de liberdade provisória no processo de extradição para o Brasil, mas alegou mal-estar, foi atendida por uma médica e a sessão acabou adiada.
O juiz responsável marcou a nova data para 27 de agosto. Antes disso, em 22 de agosto, Zambelli será submetida a perícia médica. Até lá, segue encarcerada.
Decisão sobre a custódia
A audiência desta quarta definiria se a parlamentar poderia aguardar o andamento do processo fora da prisão. Mesmo com o pedido da defesa, a Justiça italiana optou por mantê-la presa. O advogado apresentou novo requerimento de soltura, argumentando que o governo brasileiro não havia solicitado prisão preventiva.
A Corte Suprema da Itália já havia esclarecido que o alerta vermelho da Interpol – expedido contra Zambelli – equivale a ordem de prisão internacional. O Tratado de Extradição entre Itália e Brasil, em seu artigo 13.2, reconhece essa equivalência.
Estado de saúde e comportamento
Segundo relatos, a deputada chegou abatida, vestindo calça jeans e blusa cinza, com lágrimas nos olhos. Seu pai, João Hélio Salgado, 77 anos, pôde acompanhar a audiência, diferentemente do que ocorreu na sessão anterior.
Condenação e fuga
Zambelli foi presa em 29 de julho em Roma, informação confirmada pela Polícia Federal. Ela deixou o Brasil no início de junho, 20 dias após o Supremo Tribunal Federal condená-la a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A fuga teria começado pela fronteira de Foz do Iguaçu (PR) com a Argentina, com passagens por Buenos Aires e pelos Estados Unidos antes da chegada à Itália.

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Estimativas citadas pelo jornal O Estado de S. Paulo indicam que o processo de extradição pode se estender por 18 a 24 meses.
Carla Zambelli segue considerada foragida pela Justiça brasileira.
Com informações de Fashion Bubbles